A chave para os problemas que surgem no trabalho missionário está nas mãos de Deus, não nas do ser humano. A chave não é esforço intenso nem bom senso. Não é educação nem assistência médica. Nem mesmo é a evangelização. A chave é a oração.
“Rogai, pois...” Somos confrontados pela diferença entre a nossa visão humana da oração e a do Senhor. Do nosso ponto de vista, a oração é completamente impraticável e absurda. Do ponto de vista do Senhor, a oração é a única coisa que faz sentido. Dizemos: “É ridículo pensar que Deus vai mudar as coisas em resposta à oração!” É exatamente isso que Jesus Cristo diz que Deus fará.
“...para a sua seara.” Jesus Cristo é o dono da colheita produzida pela aflição e pela convicção do pecado. É por essa colheita que devemos orar, para que trabalhadores sejam enviados a colhê-la. Essa colheita não está localizada em um lugar específico; não se dirige a determinadas pessoas. Na perspectiva de Jesus Cristo, não há nações nem tribos, apenas o mundo. Quantos de nós aprendemos a orar sem acepção de pessoas, considerando apenas uma pessoa: Jesus Cristo? Muitas vezes perdemos de vista Jesus Cristo, distraídos por nossos próprios interesses. Pessoas ao nosso redor estão prontas para a colheita, e nem percebemos; seguimos desperdiçando o tempo do nosso Senhor em atividades excessivamente agitadas. Suponha que uma crise de fé surja na vida de seu pai, de sua irmã: você está presente como trabalhador para colher para Jesus Cristo? Ou diz: “Tenho um trabalho especial a fazer! Não tenho tempo para cuidar do meu irmão.” Nenhum cristão tem um trabalho especial a fazer. Os cristãos são chamados a pertencer a Jesus Cristo, discípulos que não ditam ordens ao seu Mestre. Nosso Senhor não nos chama para um trabalho especial; Ele nos chama para si mesmo. “Rogai, pois, ao Senhor da seara”, e Ele conduzirá suas circunstâncias e o enviará.