A Bíblia não diz que Deus puniu a humanidade pelo pecado de um só homem, mas que a disposição do pecado entrou na humanidade por meio de um homem. Então, outro homem, Jesus Cristo, tomou sobre si o pecado da humanidade e o removeu (Hebreus 9:26) — uma revelação infinitamente mais profunda.
A disposição do pecado não é imoralidade nem prática do mal; é a disposição de autoafirmação, a inclinação natural que diz: “Eu sou o meu próprio deus”. Essa disposição pode se manifestar em atos imorais ou em ações que parecem morais, mas, por trás de todas elas, há uma única reivindicação — o direito de pertencer a mim mesmo. Nosso Senhor confrontou pessoas com todas as forças do mal dentro delas e também pessoas de vida correta, moral e íntegra. Mas Ele nunca deu atenção às conquistas morais nem às falhas morais. Ele olhava para algo que não vemos: a disposição por trás do ato.
A disposição do pecado é algo com que nasço e que não posso alterar. Somente Deus pode tocar o pecado, e Ele o faz por meio da redenção. Na cruz de Jesus Cristo, Deus redimiu toda a humanidade da possibilidade de condenação por meio da herança do pecado. Nascer com essa herança não me condena. Mas, se, ao perceber que Jesus Cristo veio para me libertar dessa disposição, eu me recuso a permitir que Ele o faça, a partir desse momento começo a receber o selo da condenação. “Este é o julgamento” — o momento da decisão — “a luz veio ao mundo, mas as pessoas amaram mais as trevas do que a luz” (João 3:19).