Todos nós já tivemos momentos no topo da montanha, quando enxergamos a partir da perspectiva de Deus e desejamos permanecer lá no alto. Mas Deus nunca permitirá isso. A prova da nossa vida espiritual está na nossa capacidade de manter em vista a visão que Deus nos dá no monte enquanto descemos. Se temos apenas a força para subir, algo está errado.
É algo grandioso estar no monte com o nosso Senhor, mas Ele nos leva para lá por uma única razão — para que possamos descer novamente ao vale e erguer aqueles que estão ao nosso redor. Não fomos feitos para as montanhas, nem para os amanheceres e as vistas deslumbrantes; essas coisas são para momentos de inspiração, nada mais. Fomos feitos para o vale, para as coisas comuns da vida diária. É ali que precisamos provar o nosso valor.
O egoísmo espiritual sempre deseja voltar ao topo da montanha. Quando somos espiritualmente egoístas, sempre afirmamos que, claro, viveríamos como anjos — se pudéssemos permanecer no alto. Precisamos aprender que momentos de exaltação são excepcionais. Eles têm significado em nossa vida com Deus, mas devemos cuidar para que o egoísmo espiritual não nos leve a desejá-los o tempo todo.
Tendemos a pensar que tudo o que acontece tem a intenção de nos ensinar algo. Uma experiência no topo da montanha não tem o propósito de nos ensinar, mas de nos transformar em algo novo. Deus deseja que nossas experiências desenvolvam o nosso caráter.
No que diz respeito às coisas espirituais, há uma grande armadilha em perguntar: “Qual é o propósito disso?” Não cabe a nós conhecer o propósito. Os momentos no topo da montanha são raros, e existem para algo dentro do próprio propósito de Deus.