
A Teologia do Descanso
Quando estamos com medo, é fácil nos vermos fazendo as orações elementares de pânico de quem não conhece a Deus. Mas Jesus diz que nunca devemos ter medo. Nosso Senhor tem o direito de esperar que aqueles que levam o seu nome descansem em perfeita confiança nele. Deus espera que seus filhos tenham uma fé tal que sejam pessoas confiáveis em qualquer crise; ainda assim, muitos de nós tendem a confiar em Deus apenas até certo ponto. Somos como os discípulos que estavam no barco com Jesus quando surgiu a tempestade: chegamos ao nosso limite, convencidos de que Deus está dormindo e de que vamos afundar (Mateus 8:24–25). Quando pensamos assim, mostramos a Deus que não temos a menor confiança nele, nem no seu governo sobre o mundo.
“Ele se levantou e repreendeu os ventos e o mar, e fez-se completa bonança” (v. 26). Que pontada de remorso deve ter atravessado os discípulos quando perceberam que, em vez de confiar em seu Senhor, falharam com ele. E que pontada atravessará a nós quando percebermos que poderíamos ter alegrado o coração de Jesus permanecendo absolutamente confiantes nele, não importa o que estivesse por vir.
Há momentos na vida sem tempestades ou crises, momentos em que fazer o nosso melhor humano é suficiente. Mas, quando uma crise chega, revelamos instantaneamente em quem confiamos. Se temos aprendido a adorar a Deus e a confiar nele, a crise revelará que podemos chegar ao limite sem quebrar nossa confiança nele.
A vontade de Deus é que alcancemos um lugar de descanso perfeito, um lugar de unidade com ele. Quando somos um com Deus, não apenas seremos irrepreensíveis aos seus olhos, mas também uma profunda alegria para ele.


