
Autoridade sobre o Crente
Nosso Senhor nunca insiste em ter autoridade. Ele nunca diz: “Você deve”. Ele nos deixa perfeitamente livres. Tão livres que podemos cuspir em seu rosto, como fizeram, tão livres que podemos levá-lo à morte, como fizeram, e ele nunca dirá uma palavra. Mas quando a sua vida é formada dentro de mim por meio da sua redenção, reconheço imediatamente o seu direito à autoridade absoluta sobre mim. É um domínio moral: “Digno és, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder” (Apocalipse 4:11).
Somente o que é indigno em mim se recusa a se curvar diante do que é digno. Quando encontro pessoas mais justas do que eu, devo reconhecer o valor delas e obedecer ao que vem por meio delas. Se não o faço, isso revela a minha própria indignidade. Deus nos educa por meio de pessoas que são um pouco melhores do que nós — não intelectualmente melhores, mas mais “santas”. Ele faz isso até que passemos a viver sob o governo do próprio Senhor. Quando estamos sob o seu governo, a atitude de toda a nossa vida é de obediência a ele.
A maneira como compreendo a obediência revela o meu crescimento na graça. Usamos a palavra obediência para significar a submissão de um inferior a um superior. Nosso Senhor usou a palavra para descrever um relacionamento de iguais, o de um Filho e um Pai: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Jesus obedeceu ao Pai não porque não tivesse escolha, mas porque o amava. “Eu amo o Pai e faço exatamente o que meu Pai me ordenou” (14:31).
Quando vemos verdadeiramente o nosso Senhor, não podemos deixar de reconhecer a sua autoridade moral sobre nós. Nós lhe obedecemos prontamente, desejosos de demonstrar o nosso amor por ele: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama” (v. 21).


