Moisés viu a opressão do seu povo e tinha certeza de que era ele quem os libertaria. Mas, depois de desferir seu primeiro golpe por Deus e pela justiça, Deus permitiu que ele fosse lançado em um profundo desânimo. Deus enviou Moisés ao deserto para cuidar de ovelhas e o deixou ali por quarenta anos. Quando, ao final desses anos, Deus reapareceu e disse a Moisés que fosse libertar o seu povo, Moisés ficou perplexo: “Quem sou eu para ir?” respondeu ele (Êxodo 3:11). Ele havia se esquecido do que sabia no começo — que era o homem escolhido por Deus para aquela tarefa. Moisés sempre foi a pessoa certa para a missão, mas, antes de poder realizá-la, precisou ser treinado e disciplinado. Ele não estava plenamente preparado para sua obra até aprender a ter comunhão com Deus.
Podemos ter uma visão do que Deus quer que façamos; podemos até começar a fazê-lo. Então vem o equivalente a quarenta anos no deserto, como se Deus tivesse ignorado tudo. Depois, quando estamos completamente desanimados, Deus volta e renova o chamado. Ficamos apreensivos e dizemos: “Quem sou eu?” Precisamos aprender a nos apoiar na autoridade e no poder de Deus e declarar: “Eu Sou o que Sou . . . me enviou” (v. 14). O esforço individual para Deus é uma impertinência. Nossa individualidade precisa ser transformada por um relacionamento pessoal com Ele. Fixamo-nos no aspecto individual da visão, enxergando apenas o que Deus quer que façamos. Se não entrarmos em comunhão com Ele, encontraremos desânimo em vez disso.
Se você está passando por um tempo de desânimo, anime-se; há um tempo de grande crescimento pessoal à frente.