Esses versículos apontam para a natureza exigente do discipulado cristão. Paulo escreve que leva cativo todo pensamento, sabendo que “toda desobediência” a Cristo será punida. Grande parte da atividade cristã hoje nunca foi disciplinada da maneira que Paulo descreve; simplesmente surgiu por impulso. Na vida do nosso Senhor, cada projeto era disciplinado de acordo com a vontade de seu Pai. Não houve um único movimento impulsivo da vontade do Filho à parte de seu Pai: “Tudo o que o Pai faz, o Filho também faz” (João 5:19).
Pense como somos diferentes do exemplo dado por Jesus. Iniciamos projetos porque tivemos uma experiência religiosa marcante e sentimos o entusiasmo da inspiração, e não porque estamos vivendo em obediência à vontade de Deus. Preferimos agir por impulso a sermos “aprisionados” e disciplinados para obedecer a Cristo, porque supervalorizamos o trabalho prático. Enquanto isso, discípulos que não estão envolvidos em ativismo e que de fato submetem cada projeto ao senhorio do Senhor são criticados e acusados de não serem sinceros com Deus ou com as pessoas.
A verdadeira sinceridade se encontra em obedecer a Deus, não em obedecer à inclinação de servi-lo; obedecer a uma inclinação nasce de uma natureza humana indisciplinada. É difícil de conceber, mas é verdade que muitos cristãos são motivados a trabalhar para Deus por sua própria natureza humana — uma natureza que nunca foi espiritualizada por uma disciplina determinada.
Somos propensos a esquecer que, como cristãos, devemos nos comprometer com Jesus Cristo não apenas para a salvação, mas também com a sua perspectiva. Precisamos assumir a perspectiva de Jesus Cristo sobre Deus, sobre o mundo, sobre o pecado e sobre o diabo. Quando fazemos isso, entendemos que temos a responsabilidade de renovar a nossa mente, para que seja transformada e levada a uma completa sujeição a Ele.