
Intimidade com a Dor
Não estamos familiarizados com a dor da mesma forma que o nosso Senhor esteve. Nós a suportamos, passamos por ela, mas não nos tornamos íntimos dela. A razão disso é que não compreendemos a causa da dor e do sofrimento na vida. A dor e o sofrimento são causados pelo pecado — mas muitos de nós se recusam a reconhecer que o pecado existe.
No início da nossa vida, adotamos uma visão racional das coisas. Dizemos que os seres humanos, ao se educarem e cuidarem de seus instintos, ao controlarem o “macaco e o tigre” interior, podem produzir uma vida que evoluirá lentamente até se tornar a vida de Deus. Mas, ao avançarmos, descobrimos a presença de algo que não havíamos considerado: o pecado.
O pecado desorganiza todos os nossos cálculos. Ele torna a base das coisas instintiva, não racional. Alguns de nós nunca aprendem a aceitar o fato do pecado porque achamos que ele não deveria existir. Precisamos reconhecer que o pecado é um fato.
O pecado é uma rebelião aberta contra Deus. Ou Deus ou o pecado deve morrer em minha vida. O Novo Testamento nos conduz a essa única questão. Se o pecado reina em mim, a vida de Deus em mim será destruída. Se Deus reina em mim, o pecado em mim será destruído. Não há outro resultado possível. O pecado atingiu seu clímax quando crucificou Jesus Cristo, e o que foi verdadeiro na história de Deus na terra será verdadeiro na sua história e na minha. Precisamos nos reconciliar com o fato do pecado como a única explicação para a vinda de Jesus Cristo e também para a dor e o sofrimento na vida.


