Nosso Senhor nunca alimenta nossos preconceitos; Ele os destrói. Imaginamos que Deus tenha um interesse especial em nossas preferências pessoais. Temos certeza de que Ele nunca lidará conosco como lida com os outros. Pensamos: “Bem, é claro que Deus precisa tratar aquelas pessoas de forma muito rigorosa, mas Ele sabe que meus preconceitos estão bem.” Nem um pouco disso! Em vez de Deus ficar do lado de nossos preconceitos, Ele os está deliberadamente eliminando. Faz parte da nossa formação moral ter nossos preconceitos atravessados pela Sua providência.
Deus quer apenas uma coisa de nós: rendição incondicional. Quando nascemos de novo, o Espírito Santo começa a realizar Sua nova criação em nós, e chegará o tempo em que a velha vida terá desaparecido por completo — o antigo senso de importância própria, as velhas atitudes e intolerâncias. Então seremos uma “nova criação”, sabendo que “tudo isso provém de Deus” (2 Coríntios 5:17–18).
Como obter essa nova vida? A vida que não tem desejos egoístas, nem interesse próprio, nem suscetibilidade exagerada? Como receber o amor que não se irrita facilmente, que não suspeita mal, que é sempre bondoso (1 Coríntios 13:4–6)? O único caminho é não permitir que nada da velha vida permaneça — apenas uma confiança simples e perfeita em Deus, uma confiança tal que já não desejamos as bênçãos de Deus, mas somente o próprio Deus. Já chegamos ao ponto em que Deus pode retirar Suas bênçãos e isso não abala nossa confiança n’Ele? Uma vez que vemos Deus agir, nunca mais nos preocuparemos com o que acontece. Toda a nossa confiança estará em nosso Pai celestial, a quem o mundo não pode ver.