
O Lado da Morte na Santificação
Na santificação, Deus precisa tratar conosco tanto no lado da morte quanto no lado da vida. No lado da morte da santificação, eu me identifico com a morte de Jesus Cristo, permitindo que Ele crucifique minha velha vida em favor da nova. Sempre há uma batalha intensa antes da santificação, sempre algo que puxa em nós um ressentimento contra as exigências de Jesus Cristo. A batalha começa no instante em que o Espírito de Deus nos mostra o que a santificação envolve: “Se alguém vem a mim e não aborrece pai e mãe, esposa e filhos, irmãos e irmãs—e até a própria vida—não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:26).
No processo de santificação, o Espírito de Deus me despoja até que eu não tenha mais nada além de mim mesmo—sem pai, sem irmã, sem amigos, sem interesses próprios. Estou disposto a simplesmente estar pronto para a morte? A santificação exige isso. Não é de admirar que Jesus tenha dito que “não veio trazer paz, mas espada” (Mateus 10:34). É aqui que a batalha acontece, e onde muitos de nós desfalecem. Recusamo-nos a nos identificar com a morte de Jesus. “É severo demais”, dizemos. “Ele não pode querer que eu faça isso.” Nosso Senhor é severo, e Ele quer, sim, que façamos isso.
Estou disposto a me reduzir simplesmente a mim? A despir tudo o que meus amigos pensam de mim, tudo o que eu penso de mim mesmo? A entregar esse eu desnudo a Deus? No momento em que o faço, Ele me santifica por completo, e minha vida fica livre de todo apego que não está nEle.
Se eu orar: “Senhor, mostra-me o que significa santificação”, Ele me mostrará. Significa ser feito um com Jesus. A santificação não é alguma qualidade ou capacidade que Jesus Cristo coloca em mim. É Ele em mim.


