Ter um mestre e ser dominado não são a mesma coisa. Ter Jesus como Mestre significa que há alguém que me conhece melhor do que eu mesmo, alguém mais próximo do que um amigo, capaz de satisfazer o mais profundo anseio do meu coração. É pertencer a alguém que me dá a segura convicção de que já encontrou e resolveu toda perplexidade e problema da minha mente. Ter Jesus como meu Mestre é tudo isso, e nada menos.
Ser dominado é diferente; implica coerção ou força. Jesus Cristo nunca impõe obediência. Em certos momentos, eu até gostaria que Ele impusesse, mas Ele não faz isso. Em outros, eu gostaria que Ele me deixasse em paz, mas Ele não faz isso.
“Vós me chamais Mestre e Senhor.” Chamamos Jesus de nosso Senhor e Mestre, mas será que Ele é? “Mestre” e “Senhor” têm pouco lugar no vocabulário de hoje. Preferimos “Salvador”, “Professor” e “Curador”. A única palavra para descrever a experiência de ter Jesus como Mestre é amor, e muitos de nós sabemos muito pouco sobre o amor como Deus o revela. Isso se comprova pela forma como usamos a palavra obedecer. Usamo-la para significar a submissão de uma pessoa mais fraca a uma mais poderosa. Na Bíblia, a obediência é baseada em um relacionamento de iguais: o relacionamento entre o Pai e o Filho. Nosso Senhor não era servo de Deus; Ele era o Filho de Deus. Jesus obedecia ao seu Pai porque o amava.
Nosso relacionamento com Jesus deve ser o mesmo que o relacionamento dEle com o Pai. Se, em vez disso, pensamos que estamos sendo dominados, isso é prova de que não temos um mestre. Adotar essa atitude em relação a Jesus é estar longe do relacionamento que Ele deseja. Ele quer que estejamos em um relacionamento no qual Ele seja Mestre de forma fácil e natural, a ponto de nem percebermos. Tudo o que sabemos é que o amamos e que pertencemos a Ele para que nos governe.