
O Mistério de Crer
Saulo de Tarso foi transformado num instante de um fariseu obstinado e intenso em um servo humilde e dedicado do Senhor. Como foi possível tamanha mudança? Somente pelo milagre da redenção.
Não há nada de milagroso nas coisas que conseguimos explicar. Dominamos aquilo que somos capazes de explicar; por isso, é natural buscarmos explicações. O que Saulo experimentou no caminho para Damasco não tinha explicação lógica, nem tampouco a decisão que ele tomou depois: viver em total obediência a Jesus Cristo.
A obediência não é natural, nem a desobediência é necessariamente pecaminosa. Não há virtude moral na obediência a menos que exista uma autoridade superior por trás de quem ordena. Às vezes, recusar-se a obedecer é um ato de libertação pessoal. Se uma pessoa diz a outra: “Você deve” ou “Você fará”, isso fere o espírito humano e sua lealdade a Deus. Alguém se torna escravo ao obedecer, a menos que por trás da obediência haja o reconhecimento de um Deus santo. Com frequência, a religião perde de vista a Deus e se torna apenas cumprimento de regras. Muitas almas começam a se aproximar de Deus quando deixam de ser religiosas, porque o coração humano tem um único Senhor, e esse não é a religião, mas Jesus Cristo.
Quando Jesus Cristo se revela a mim, estou em perigo se digo: “Não vou”. Jesus nunca insistirá na minha obediência, mas se me recuso a obedecer, começo a assinar a sentença de morte do Filho de Deus em minha alma. Quando fico face a face com Jesus Cristo e digo: “Não vou”, estou me afastando do poder recriador da sua redenção. Se eu venho para a luz, não importa para a graça de Deus quão abominável eu seja. Mas, se recuso a luz, ai de mim. “Todo aquele que pratica o mal odeia a luz... Mas quem pratica a verdade vem para a luz” (João 3:20–21).


