Marta cria no poder à disposição de Jesus Cristo. Ela cria que Jesus poderia ter curado seu irmão, Lázaro, se Ele estivesse presente quando Lázaro estava morrendo (João 11:21). Também cria que Jesus tinha um relacionamento único com Deus e que tudo o que Ele pedisse a Deus, Deus faria. Mas Marta precisava de uma intimidade pessoal mais profunda com Jesus; seu programa de crença estava totalmente voltado para o futuro. Quando Jesus lhe disse que Lázaro ressuscitaria, ela respondeu: “Eu sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” (v. 24). Jesus queria que a fé dela estivesse enraizada no presente; queria que sua fé fosse uma posse pessoal, e fez uma pergunta que a conduziu a um novo entendimento: “Você crê?”
Há algo semelhante na forma como o Senhor está agindo com você agora? Jesus está conduzindo você a uma intimidade pessoal com Ele? Permita que as perguntas dEle penetrem profundamente: “Você crê? Qual é a sua provação de dúvida?” Você, como Marta, já chegou a um momento esmagador em suas circunstâncias, um momento em que seu programa de crença está prestes a se tornar fé pessoal? Isso nunca acontece até que uma necessidade pessoal surja de um problema pessoal.
Crer é comprometer-se. Se tenho um programa de crença, comprometo-me com um conjunto de ideias ou princípios e abandono tudo o que não está relacionado a eles. Na fé pessoal, eu me comprometo moralmente a confiar na pessoa de Jesus Cristo e me recuso a fazer concessões. Comprometo-me espiritualmente com o Senhor e decido que, nessa questão específica, serei governado por Ele.
Quando fico face a face com Jesus Cristo e Ele me diz: “Você crê?”, descubro que a fé é tão natural quanto respirar, e me admiro de não ter confiado nEle antes.