
Sou Abençoado Assim?
Quando encontramos pela primeira vez as declarações de Jesus, elas parecem maravilhosamente simples e nada surpreendentes. Penetram, quase sem serem percebidas, em nossa mente inconsciente. Tome como exemplo as Bem-aventuranças, os ensinamentos que abrem o Sermão do Monte: “Bem-aventurados os pobres de espírito... Bem-aventurados os mansos...” (Mateus 5:3, 5). A princípio, parecem apenas princípios agradáveis: suaves e belos. Nós gostamos deles, mas não somos profundamente tocados, porque os consideramos completamente impraticáveis. Pensamos que pessoas desligadas da realidade, sonhadoras, talvez consigam vivê-los, mas, para quem enfrenta o cotidiano, eles não têm valor.
Logo percebemos, porém, que as Bem-aventuranças contêm a dinamite do Espírito Santo; elas explodem quando as circunstâncias da nossa vida se alinham. Seguimos nossa rotina normalmente, quando de repente o Espírito nos faz lembrar de uma das Bem-aventuranças. Então enxergamos o quanto essa declaração é impactante e o que significaria obedecê-la. Nesse momento, precisamos decidir se estamos dispostos a aceitar a grande transformação que acontecerá em nossa vida se fizermos o que o Espírito nos está orientando.
Não precisamos nascer de novo para aplicar literalmente as Bem-aventuranças; uma interpretação literal é algo simples. O verdadeiro desafio do discípulo é obedecer ao Espírito de Deus à medida que Ele aplica as Bem-aventuranças às nossas circunstâncias específicas. As palavras de Jesus vão completamente contra a nossa maneira natural de enxergar as coisas. Quando começamos a obedecê-las, isso produz um desconforto surpreendente.
O Sermão do Monte não é um conjunto de regras e regulamentos. É a descrição da vida que viveremos quando o Espírito Santo tiver plena liberdade em nós. Não podemos apressar esse entendimento; precisamos seguir o Espírito à medida que Ele aplica os ensinamentos de Jesus às nossas circunstâncias, permitindo que Ele forme, pouco a pouco, o nosso caminhar com Ele.


