Essas palavras significam quebrar, com minhas próprias mãos, a minha independência e me render à supremacia do Senhor Jesus Cristo. Ninguém pode fazer isso por mim; eu mesmo preciso fazê-lo. Deus pode me levar ao ponto de rendição trezentas e sessenta e cinco vezes por ano, mas não pode me forçar a atravessá-lo. Render-se significa romper a casca da minha independência individual em relação a Deus. Significa a libertação da minha personalidade para a unidade com Ele — não por qualquer interesse próprio, mas por lealdade absoluta a Jesus. Pouquíssimos de nós conhecem algo desse tipo de lealdade. “Quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho...” (Marcos 8:35): isso é o que forma um santo de aço.
Já ocorreu a ruptura com a minha independência? A única coisa que preciso decidir é: vou me entregar? Vou me render a Jesus Cristo, sem impor condições? Preciso ser quebrado do desejo de autorrealização. Quando esse ponto é alcançado, a identificação sobrenatural com o meu Senhor acontece imediatamente, e o testemunho do Espírito de Deus em mim é inconfundível: “Fui crucificado com Cristo”.
A paixão do cristianismo é que eu deliberadamente abdico dos meus direitos e me torno um servo de Jesus Cristo. Enquanto eu não fizer isso, não posso sequer começar a ser santo. Quando o faço, Deus pode dispor da minha vida. Vou permitir? Ou tenho meus próprios planos sobre o que vou ser?