Quando Jesus diz: “Vigiem comigo”, ele está nos chamando a vigiar sem um ponto de vista próprio. Nos estágios iniciais da nossa vida com ele, não vigiamos com Jesus; vigiamos por ele e esperamos que ele vigie conosco. Leva tempo até começarmos a ver tudo o que acontece da maneira como o nosso Senhor vê — por meio da revelação da Bíblia.
Jesus pediu aos seus discípulos que vigiassem com ele no jardim do Getsêmani, quando o perigo estava próximo. Da mesma forma, ele vem a nós, em algum Getsêmani dos nossos dias, onde a sua honra está em jogo, e diz: “Vigiem comigo”. Ele faz isso para nos ensinar a nos identificarmos com ele e a enxergar as coisas a partir da sua perspectiva. Mas nós não queremos. Dizemos: “Não, Senhor. Não consigo ver sentido nisso. É terrível demais.”
Se não compreendemos o nosso Senhor, se nem sequer sabemos para que serve o seu sofrimento, como poderemos vigiar com ele? Os discípulos amavam Jesus até o limite da sua capacidade natural, mas não entendiam o que ele buscava; não conseguiam compreender por que o seu objetivo era ir para a morte. No jardim do Getsêmani, deixaram-se dominar pela própria tristeza e adormeceram em vez de vigiar. Ao final de três anos da mais íntima convivência com o Senhor, “todos os discípulos o abandonaram e fugiram” (Mateus 26:56).
E, ainda assim, os discípulos finalmente aprenderam a vigiar com Jesus. Como? Depois do Getsêmani, uma série de coisas maravilhosas aconteceu. Nosso Senhor morreu, ressuscitou e subiu aos céus; enviou o Espírito Santo, dizendo aos seus discípulos: “Vocês receberão poder ao descer sobre vocês o Espírito Santo” (Atos 1:8). Foi assim que os discípulos foram transformados. No dia de Pentecostes, “todos ficaram cheios do Espírito Santo” (2:4), e aprenderam a vigiar com Jesus pelo resto de suas vidas.