Não existe vida privada — um “mundo dentro do mundo” — para aqueles que foram conduzidos à comunhão dos sofrimentos de Jesus Cristo. Deus desfaz a vida privada de seus santos e a transforma em uma via de passagem para o mundo, de um lado, e para Ele mesmo, do outro. Nenhum ser humano suporta isso sem estar plenamente identificado com Jesus Cristo.
Deus chama seus santos para a comunhão do evangelho, e é para essa comunhão que somos santificados, não para nós mesmos. Em tudo o que acontece, em cada circunstância que surge, Deus está nos conduzindo à comunhão com Ele. Precisamos deixá-Lo agir como quiser. Se não o fizermos, não teremos a menor utilidade em sua obra redentora no mundo. Ao contrário, seremos um estorvo.
A primeira coisa que Deus faz com seus santos é firmá-los na realidade espiritual sólida. Quando somos espiritualmente reais, não nos preocupamos com o que acontece conosco individualmente; preocupamo-nos apenas que Deus realize a sua vontade para o propósito de sua redenção. Por que não deveríamos passar por quebrantamento? Os corações quebrantados são portas que Deus abre para a comunhão com seu Filho. A maioria de nós desmorona ao primeiro sinal de dor ou sofrimento. Sentamo-nos à soleira do propósito de Deus e então recorremos às pessoas ao nosso redor em busca de simpatia. A chamada simpatia cristã nos acalma até o leito de morte! Deus nunca nos acalma quando o que precisamos é ser despertados; Deus vem com o aperto da mão perfurada de seu Filho e diz: “Levante-se; resplandeça. Entre em comunhão comigo.”
Se por meio de um coração quebrantado Deus pode realizar seus propósitos no mundo, agradeça a Ele por quebrantar o seu coração.